sábado, 8 de setembro de 2012

O MAL DA INTIMIDADE



O MAL DA INTIMIDADE

Início de namoro é a coisa mais maravilhosa do mundo, ele segura peido, mija na beiradinha do vaso para não emitir aquele ruído de torneira aberta, puxa a cadeira pra ela se sentar, beija abraçadinho, apertado, se esfregando quase sempre de baixo pra cima, como o Daniel San do Karate Kid pintando a cerca. É bom demais.

Quando vão sair, ela está sempre com a chapinha em dia e cheirosa, lindo.

Quando passo pra dentro do barraco a coisa muda de figura.

É justamente quando ele se dá conta de que esse ser é de outro planeta, possui 47 cromossomos, é mais complicado que motor de foguete da nasa.

No meio destas doces diferenças vão surgindo situações que contrariam tudo aquilo que aprendera na catequese e afins.

Pois bem.

Elas discutem sempre por questões nobres, do tipo, uma falta de bom dia quando sai para o trabalho, quando não emitem qualquer opinião sobre as micro mudanças que elas fizeram no cabelo (aparou apenas as pontas).

Mas acredito que o homem é fruto do meio e por isso se adaptam para não se pereceram na lógica clássica da seleção natural

Quando aprendem a lidar com essa calculadora HP12C, logo tem a certeza de que é possível continuar neste barco.

Ela fala, briga, e ele, sábio pela dor, não manifesta qualquer opinião. Logo, como é da natureza delas, como descrito em seu código genético, se indignam pela falta de opinião. Ele, que já pegou a manha, concorda e diz que vai mudar, afinal de contas, aprendeu à duras penas que se contrariar o assunto tornara-se infinito,
UMA ESTEIRA ERGOMÉTRICA VERBAL.

Imbuído daquela imagem perfeita que mencionei no prólogo deste, ele se depara com a intimidade.

Ah, essa tal de intimidade é foda.

Logo ela vai ao banheiro e castiga a porcelana, toma banho e lava a roupa íntima no chuveiro e, não obstante, a pendura no registro do banheiro. Mil vezes pior que o homem largar a toalha molhada em cima da cama.

Passemos para a divagação libidinosa.

No meio da lascívia ela para, no meio daquela felação que você precisa merecer (com muito sacrifício) e faz a pergunta clássica: Você me ama?

Putz, o cara pensa, chupa essa porra aí caralho!

Esse é o mal da intimidade dentre outras coisas bizarras que não me cansaria de listar.

A grande verdade que aos olhos delas somos Neandertais românticos inveterados, munidos de uma paudurecência infinita. Que nossa paciência é de Harecrishna.

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