A LETRA ESCARLATE, A ESTÓRIA QUE GANHOU VIDA NA CULTURA DO HOMEM COMUM
É impressionante como nos guiamos por convenções sociais das quais somos definidos pelos outros quanto ao nosso caráter.
Somos incapazes de dissociar o SER do ESTAR.
SER, é uno, é absoluto, é o que nos individualiza dos demais.
ESTAR é movimento, temporal. Por exemplo: Eu estou bem, contudo, amanhã posso estar mal.
Tais definições leigas sobre a nossa conduta quase sempre transcende o próprio indivíduo. Toma proporções absurdas, capazes de macular uma linhagem genealógica inteira. Possui contornos consanguíneos.
“Este sujeito aí é o tataraneto daquele PORRA LOUCA!”
O certo é que todos cometemos pequenos erros quando jovens, ou por questões pontuais, que nunca interessam aos estranhos, pelo simples processo da evolução natural, que ao tempo, contrariara aquela regra socialmente aceitável.
Espero que possamos evoluir como pessoas e separar que não somos o ato reprovável, e sim apenas ESTAMOS daquele jeito.
Não devemos marcar as pessoas como quem marca um animal irracional de maneira sugestionável ao ponto de escraviza-las ao vexatório eterno, segregá-las pela nossa ignorância e hipocrisia habituais.
Luciano Maia
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