sábado, 8 de setembro de 2012

OUÇA SEMPRE OS MAIS VELHOS



Passei minha infância toda ouvindo meu pai, meu avô e os demais anciões da minha família dizendo: 

-Antes de casar com uma mulher, preste bem atenção na mãe dela, pois ela tem grandes chances de ficar como ela no futuro.

Insta consignar aqui, que tal conselho teve como fito único, tão somente, conotação estética e nada mais.

-Meu filho - dizia o patriarca mor - Antes de casar com uma mulher, olhe o pé dela, pois existe uma relação diretamente proporcional, "PÉ BONITO E BEM CUIDADO = MULHER ASSEADA = DEPILAÇÃO CAVA FUNDA"!

Aqui amigos, o velho menciona, com todo seu luminar, que a relação diretamente proporcional, reside tão somente, na questão de que o cuidado que ela teria com os pés, seria o mesmo com o “sovaco da perna”, cuidado e esmero, afastando toda e qualquer "ricota" que só tem aquelas mais "surradas" (palavras daquele literato ILUMINISTA, patrono da minha linhagem).

- Jamais desperdice uma ereção! 

Confesso que esta ele tirou da Torá, tamanha reflexão congruente e erudita do assunto. 

É tanta sabedoria que me senti na obrigação de compartilhar com o resto da humanidade.

Acho que ele tem razão!

Bem, acho!

LUCIANO MAIA

QUANDO UMA IMAGEM FALA MAIS QUE MIL PALAVRAS



Tem coisas que nos acontecem que servem para nos preparar pra vida.

Nesta verídico relato quero dividir com vocês um pouco do que é ser amigo dos seus amigos.

Amigo só por ser, sem esperar nada em troca, como aquela lição (que deveria ser seguida por todos, sem exceção, descrita na bíblia, em Coríntios 13) que aprendemos quando criança, do livro sagrado.

Pois bem, aproveitando dessa minha “qualidade casta” fui pego, acepção literal da palavra, numa fria que não fazem ideia.

Sempre fui envolvido com música e seus desígnios naturais, enfim. 

Eis que estava eu, sem nada para fazer (naquele fatídico dia), quando recebi um telefonema de um grande amigo chamado Adriano, mais conhecido entre nós como Camargo (do Zezé de Camargo mesmo) - justamente por incorporar o personagem, no seu fiel estilo vestir – camisa apertada, gel no cabelo e, pasmem, vestindo calça 36 num corpo de 48 - e olhem que eu já vi muita bola dividida nos meus idos tempos de atleta da "pelota"..

O plano da noite era uma festa (estranha, com gente esquisita...) na casa de uma “peguete” sua!

Eu, vítima constante desse tipo de “latada” (já que nunca me convidaram, propriamente dizendo e sim minha viola), fui sem nenhuma expectativa, pois nessa parte nunca me dava bem mesmo – em toda festa só me resta a feia e o pederasta (nada contra).

Com aquela experiência que adquirira até ali, nos dirigimos ao local para conferir o fato.

Chegando lá, como de costume, o Camargo me apresentou a sua "consorte" e aos demais convidados. 

Eu, que sempre fui bom de matemática (modestamente), de imediato contei o número de presentes. 

Pra minha grata (pois em momento algum pensei que seria diferente) surpresa, percebi que havia exatamente oito pessoas (comigo), oito casais. 

De imediatopensei: “Putz!”, afinal de contas, como havia mencionado anteriormente, nunca me dei bem nestes “esquemas”.

A noite rolou, bebida, cantoria, comida e, ao final, como em toda farra, sono.

Como não estava no clima de “guerra” como proposto inicialmente pelo meu amigo, fiquei na minha, sozinho, bebendo a minha cerveja e tocando o meu violão.

Lá pelas tantas, me bateu um sono e fui procurar um canto para dormir.

Pra minha ingrata surpresa, todos os cantos possíveis estavam abitados.

Eis que vi um quarto com a porta entreaberta. 

Aproximei-me meio desconfiado, pois não tinha intenção de incomodar, já que era “amigo-do-amigo” ali.

Notei que estavam naquele recinto duas pessoas, em uma cama de casal, super-ultra-mega-power-king, e logo ao identificar os corpos ali repousados, percebi dentre eles, o do Camargo.

Não tive a menor duvida, cheguei ao seu lado e disse baixinho: -Chega pra lá!

Deitei ao seu lado, ficando no extremo canto esquerdo daquela imensa cama, deixando-o no meio e a sua parceira no outro extremo.

Atentem-se para o pequeno detalhe, deitei de camisa por dentro da calça, e sapato, para que não houvesse qualquer interpretação que afrontasse o meu espírito (digo, afim apenas de sair, beber e cantar, nada mais).

No curso da noite, quando estava exatamente em sono REM, ouvi algo, bem lá no fundo do meu ser, um barulho.

Sem me importar (o sono era muito maior) continuei ali desfrutando daquele colchão mágico, aconchegante e quentinho.

De repente ouço umas espalmadas bem altas, bem próximo de mim, e uma voz dizendo, em tom de ameaça: 

-QUE PUTARIA É ESSA AQUI NA CAMA DO MEU PAI?

Eu, naquele momento, interrompido pela minha fisiologia do meu sagrado e precioso, sono REM e quase desencarnei de tanto susto.

Impossibilitado de focar naquele vulto ameaçador, me pus imediatamente composto, já que estava literalmente composto (camisa por dentro da calça e sapato), fiz aquela cara de assustado, aterrorizado olhando ao meu lado, tentando achar o Camargo, que não estava.

Rapidamente me compus e disse àquela presença ameaçadora (a irmã mais velha da anfitriã, quem bradou em 190 decibéis) que eu não tinha nada com isso.

Eis que de repente ela puxou a coberta da moça que estava ao lado, e percebemos os dois naquele momento que a mesma estava somente de batom.

É amigos a coisa é muito mais complexa que se imagina!

Tem coisa que não tem explicação, batom na cueca, porquê os kamicazes usavam capacetes, porquê ninguém jamais viu o último episódio da "Caverna dos Dragões"  e afins.

Pensem no que passei.

Eu na minha tenra inocência, despido que qualquer sordidez, no afã tão somente de me locupletar da caridade de Morpheu, flagrado, na mesma cama, deitado ao lado de quem eu nem sabia o nome que dormia somente de brinco.

É pra "cair o cu da bunda".

É justamente nestas horas que percebemos que o poste é quem mija no cachorro e que o rabo é quem balança o elefante!

E o filho daquela "profissional das mercancias do corpo" tinha se escondido e me largado naquela LATADA!

LUCIANO MAIA

O MAL DA INTIMIDADE



O MAL DA INTIMIDADE

Início de namoro é a coisa mais maravilhosa do mundo, ele segura peido, mija na beiradinha do vaso para não emitir aquele ruído de torneira aberta, puxa a cadeira pra ela se sentar, beija abraçadinho, apertado, se esfregando quase sempre de baixo pra cima, como o Daniel San do Karate Kid pintando a cerca. É bom demais.

Quando vão sair, ela está sempre com a chapinha em dia e cheirosa, lindo.

Quando passo pra dentro do barraco a coisa muda de figura.

É justamente quando ele se dá conta de que esse ser é de outro planeta, possui 47 cromossomos, é mais complicado que motor de foguete da nasa.

No meio destas doces diferenças vão surgindo situações que contrariam tudo aquilo que aprendera na catequese e afins.

Pois bem.

Elas discutem sempre por questões nobres, do tipo, uma falta de bom dia quando sai para o trabalho, quando não emitem qualquer opinião sobre as micro mudanças que elas fizeram no cabelo (aparou apenas as pontas).

Mas acredito que o homem é fruto do meio e por isso se adaptam para não se pereceram na lógica clássica da seleção natural

Quando aprendem a lidar com essa calculadora HP12C, logo tem a certeza de que é possível continuar neste barco.

Ela fala, briga, e ele, sábio pela dor, não manifesta qualquer opinião. Logo, como é da natureza delas, como descrito em seu código genético, se indignam pela falta de opinião. Ele, que já pegou a manha, concorda e diz que vai mudar, afinal de contas, aprendeu à duras penas que se contrariar o assunto tornara-se infinito,
UMA ESTEIRA ERGOMÉTRICA VERBAL.

Imbuído daquela imagem perfeita que mencionei no prólogo deste, ele se depara com a intimidade.

Ah, essa tal de intimidade é foda.

Logo ela vai ao banheiro e castiga a porcelana, toma banho e lava a roupa íntima no chuveiro e, não obstante, a pendura no registro do banheiro. Mil vezes pior que o homem largar a toalha molhada em cima da cama.

Passemos para a divagação libidinosa.

No meio da lascívia ela para, no meio daquela felação que você precisa merecer (com muito sacrifício) e faz a pergunta clássica: Você me ama?

Putz, o cara pensa, chupa essa porra aí caralho!

Esse é o mal da intimidade dentre outras coisas bizarras que não me cansaria de listar.

A grande verdade que aos olhos delas somos Neandertais românticos inveterados, munidos de uma paudurecência infinita. Que nossa paciência é de Harecrishna.

HOMEM E MULHER, DIFERENTES, PORÉM PREVISÍVEIS



Até hoje me impressiono como somos tão previsíveis. No jeito de nos manifestarmos, indignarmos e idealizarmos o que buscamos pra nós mesmos, no afã de locupletarmos da perfeição.

Ainda hoje me impressiono com as diferenças gritantes que existem nesses dois cromossomos, que vão, desde a sua nomenclatura genética (XX – mulher e XY – homem) até as mais impossíveis e infinitas possibilidades.

O homem, dentro da sua previsibilidade, age no seu estado natural, na mais complexa e delicada (precisava desta embate antonímio) acepção da palavra.

É certo que nos agrupamos por afinidade coisa e tal, gostamos de coisas pré-estabelecidas, até que possamos, nas raras vezes, expor nossa opinião, sem medo de contrariar as convenções e afins.

Falemos da intimidade entre estes complexos seres.

A mulher, carrega no seu gen, a visão ad eternum, o desejo lúdico, com toda a sua liturgia do que é sexo e convivência a dois.

O homem, nem tanto por questões históricas ou biológicas, vê a mesma coisa de maneira mais prática, no seu estado natural.

Ela quer viver um eterno filme onde tudo serão flores, carícias, enfim, um filme onde no final todos viverão felizes para sempre, o bem vence o mal, essas coisas.

Ele, numa eterna realidade, quase sempre como uma crônica de Nelson Rodrigues, como Hebe Camargo, que acredita que lavou “tá” novo. Prático.

Ela, abusa dos cinco sentidos, fala de cor, sabor, cheiro, ruído e textura, com uma riqueza de detalhes quão uma imagem em 3D, um projeto arquitetônico em AUTOCAD.

Ele, fala, afinal de contas, para o homem, na sua concepção biológica e tal, o legal é contar, mas sem detalhes tão vívidos.

Ela quando quer dar, deita na cama e começa e dar “marcha ré” em direção ao seu varão, momento em que faz gestos de quem vai “ajeitar” a calcinha esbarrando de propósito na região pélvica do homem, leia-se, rola.

Ele quando quer comer, faz massagem, passa as mãos no cabelo, assiste aquele filme cabeça iraniano com aquela atenção de quem está vendo e ouvindo Jesus.

Ela conta aquelas mentiras clichês de sempre.

Ele, da mesma maneira, diz que vai beber só a saidera, se engravidar ele casa, que vai botar só a cabecinha.

Ela quer ir para aquela festa dos amiguinhos de faculdade.

Ele quer convidá-la para beber aquela cerveja gelada naquele buteco copo sujo de banheiro unissex.

Enfim, sei que estes seres, se soubessem como é fácil e simples se agradarem, não incorreria nestas condutas óbvias.

O fato é que, sendo diferentes, se completam, se odeiam, e, não vivem um sem o outro.

Jamais eles perceberão que elas cortaram o cabelo, quando na verdade apenas tiraram as pontas duplas, contudo, eles observam, desde a sua formação, os hábitos higiênicos, se o pé está feitinho, com aquele calcanhar liso (pedra pome), se a depilação é cava funda, se não são nada parecidas com a Madona e Janis Joplin (leia-se, depilação com cera nas axilas, não aquela com gilete, que deixa a região depilada azul, como quem depila no chuveiro com sabonete contra o pelo).

E elas jamais entenderão que no modo masculino de apreciar, residem pequenos detalhes, que eles valorizam ao extremo. Um bom papo, bons modos, discrição, carinho.

Um bom papo, pra eles, é um viagra gigante, não precisando de acrobacias sexuais, nem tampouco movimentos igual de uma cobra mal matada.