Em certas ocasiões, as autoridades judiciárias irão se servir de peritos não oficiais, são os chamados "Peritos Louvados".
Pode se tratar de exame para qual a organização pública não disponha de serviço próprio ou de localidade onde não há ainda repartição adequada ou, ainda, de assunto novo e controvertido, cujo o respeito o judiciário necessite de opinião de alto nível científico.
Sendo assim, o juiz, se socorrerá de profissionais que lhe mereçam confiança, para assim cumprir sua atividade judicante.
Trata-se agora, do "louvado nomeado".
O art. 159 § 1° do CPC não havendo peritos oficiais, o exame será feito por duas pessoas idôneas, escolhidas de preferência as que tiveram habilitação técnica.
Agora veja isso na prática.
Em GOIANA, cidade no interior de Pernambuco, o delegado registrava a queixa de uma moça que se dizia deflorada pelo namorado.
Na ausência de médico na cidade, pediu um laudo, por escrito, a uma parteira afamada da região para anexar ao processo.
Eis o laudo proferido pela profissional:
"Eu , Maria Francisca da Conceição, parteira oficial do destrito de Jenipapo, declaro para o bem do meu ofício que, examinando os baixos fudetórios de Maria das Mercedes, constatei manchas arrôxicadas na altura da críca, que para mim, ou foi supapo de rola ou solavanco de pica.
É verdade e dou fé."
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
CABELO EM OVO
CABELO EM OVO
Uma coisa não podemos negar, a capacidade criativa das mulheres é algo impressionante, quase intergaláctico.
Ciúme é secundário, porém, espécie do gênero (criatividade), mas acaba sendo bizarro como a mulher vê coisa aonde não tem.
Parece telefone sem fio (brincadeira tão antiga como amarelinha, rodar peão e boneca), algém diz: “sábado cedo não tem carne”, ela processa: “sua buceta não tem carne” e por aí vai.
É espantoso, é como ver cabelo em ovo!
Uma coisa não podemos negar, a capacidade criativa das mulheres é algo impressionante, quase intergaláctico.
Ciúme é secundário, porém, espécie do gênero (criatividade), mas acaba sendo bizarro como a mulher vê coisa aonde não tem.
Parece telefone sem fio (brincadeira tão antiga como amarelinha, rodar peão e boneca), algém diz: “sábado cedo não tem carne”, ela processa: “sua buceta não tem carne” e por aí vai.
É espantoso, é como ver cabelo em ovo!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
INVESTIMENTO CULTURAL
INVESTIMENTO CULTURAL
Quem nunca perdeu a noção de tempo e espaço quando envolvido
com algo que literalmente de entorpece?
Pois bem, penso que essa é uma fraqueza típica do ser humano.
Deixar tudo pra última hora, pagar pra ver, cometer as mais
clássicas falácias “Eu sei o meu limite”, enfim.
Certa feita, fui convidado para uma roda de choro em Brasília
com o fito de comemorar o aniversário de um grande amigo, também músico, mas
juiz federal de ofício.
E para tal pândega resolvi convidar a minha versão feminina
(leia-se, adicta inveterada em boa música e demais desígnios do gênero) para me
acompanhar.
Lá fomos nós, belos e fulgurantes. Aqui é importante
consignar que tal companhia é, por sua vez, a minha outra metade, minha melhor
amiga, confidente e protetora.
Andréia Marinho, de alcunha Beaju, advogada, hoje mãe e
esposa dedicada, conhecida no meio musical pelo bom gosto e pela voz imponente,
aveludada e de uma afinação absurda, foi quem me deu a honra de me acompanhar
naquele evento que seria o mais importante daquele ano.
Chegamos em Brasília, nos hospedamos na casa de um outro
amigo em comum e, imediatamente fomos “escalar aquela serra”.
Tudo perfeito!
Contudo, como éramos jovens e, como todo bom jovem que se
preze, estávamos desprovidos de pecúnia até mesmo para a nossa própria mantença. Mesmo
assim decidimos encarar aquela guerra.
Foram três dias maravilhosos de festa, com tudo que tínhamos
direito, desde ver e tocar com artistas de renome nacional até sermos
ovacionados por aqueles convivas.
Bem, dado certo tempo, um olhou pra cara do outro e disse: “Gastei
quase tudo que tinha, só restou a grana da passagem de ônibus”.
Eu, imediatamente retruquei: “Não esquenta, ainda tenho uma
reservinha aqui”!
Foi quando tudo começou.
Eu sempre fui meio sugestionado com algumas coisas, não
aguento pressão, melhor ainda, não aguento “DOIS VAMOS?, é pressão demais pra
minha cabeça.
Eis que fomos convidados a ficar para a resenha do quarto
dia.
Instantaneamente dissemos em um coro uníssono OPA! DEMOROU,
MEU NOME É PRONTO!
E lá ficamos.
No dia de irmos embora foi quando nos demos conta de que
havíamos torrado até o último centavo. Foi um choque!
Beaju, sempre precavida, disse que tinha um cartão de
crédito, que passaria a despesa das passagens no mesmo de depois “suicidaria”
para pagar.
Compramos as passagens e ficamos aguardando a saída do ônibus
pra Goiania.
Como foram quatro dias de festa, sem comer direito, bebendo
tudo que era líquido, nada mais normal macular a minha fisiologia.
Pois bem, comecei a entrar em trabalho de parto e fiquei
desesperado quando entrei no banheiro da rodoviária e deparei com o zelador do
mesmo.
Putz! Fudeu! Será que paga pra cagar?
Nem me toquei que aquilo ali era uma caixinha, imbuído de “toda
honestidade e inocência” do mundo saí desesperado procurando algum canto que
pudesse parir aquela criança.
Depois de vagar por aquela estação, notei, quase ao final
dela, um banheirinho bem surrado que ficava num canto próximo ao almoxarifado
daquele lugar.
Não pensei duas vezes,
caí dentro!
Haviam três reservados mas somente um tinha porta, foi nesse
que eu entrei.
Saquei o rolo de papel higiênico e forrei a tampa do bocão e
pulei em cima.
Para minha desventura a porta fechava mas não tinha trinco.
Beleza!
Sentei meio lado e com
a outra perna, na ponta dos pés segurei a porta. Foi uma batalha, vez que determinado
movimento que fazia para fechar a porta, sem perceber, com o peso da perna eu
também fechava o “registro”, e em meio a esse sofrimento todo , conseguia
liberar alguma coisa.
Antes de tudo isso, havia combinado com a Beajú, que se nossa
viatura estivesse partindo era pra ela
me telefonar.
Foi dito e feito! O telefone tocou, o desespero falou mais
alto, e naquela ginástica toda eu resolvi botar tudo pra fora de uma única vez. Pensem no tamanho da força que
eu fiz, foi quase a mesma de um parto natural, achei que teria um aneurisma.
Dada a situação já descrita anteriormente, aquilo tudo quando
saiu fez um barulho ensurdecedor, parecido com uma freada de caminhão.
Brasília, como se sabe, é uma cidade cosmopolita, terra
prometida, 90% de sua população é de nordestinos. Assim ao ouvirem aquele som
nefasto, a galera que estava de dentro começou a gritar “EITA DIABO! ESSE FICOU
TODO ARROMBADO!”...
Foi foda.
Como eu havia me preocupado com a assepsia do bocão, nem
tinha me dado conta que o papel acabara, foi quando resolvi usar a minha meia.
Passei pelo que passei em nome da música e quando vinham me
dizer que eu não devia ter gasto tanto assim eu imediatamente dizia: “Ah!Estou
fazendo investimento cultural!”
Luciano Maia
sábado, 6 de outubro de 2012
AFASTADO DA CASA DE DEUS
AFASTADO DA CASA DE DEUS
Nunca fui um cristão, digamos
assim, praticante.
Fomos criados aos olhos de Deus,
dentro dos preceitos morais e éticos, enfim.
Mas afinal de contas definir
essas “palavrinhas”: ética e moral é quase que uma dízima periódica. Extensa na
sua definição e infinita na sua acepção.
Ética é a ciência da Moral!
Pronto fudeu! Ficou na mesma!
Bem, livre desta “obrigação” me
formei com aqueles ensinamentos conforme as regras socialmente aceitáveis.
Esta semana me vi diante destes
dogmas (assim prefiro classificar) quando vi o meu maior ídolo, o motivo de
tudo que sou e daquilo que pretendo ser, respeitando o próximo imbuído de toda alteridade
de causar inveja em Karl Jasper, à beira da morte.
Como todo desesperado que busca
auxílio no oculto, não diferente, me pus numa conversão extrema no afã de ver
minha súplica ser acolhida.
Depois de recobrar os sentidos,
percebi, conforme minha orientação religiosa, que a fé está nas pequenas coisas, que não
precisamos expor nossas fragilidades aos formadores de opinião oportunistas que
nos fazem aquela lobotomia social, tentando nos convencer que ali está a saída.
De tendências espíritas,
consegui, não sei como, recobrar a minha consciência, minha capacidade
cognitiva e lógica, para entender que tudo que basta é sermos a própria fé, o
próprio templo.
Confesso que quase me converti
ante a tal estertor.
Assim, num coro uníssono, com
minha família acreditamos e vivemos o impossível, e hoje, tenho o meu amado
PAI, retornando para os nossos braços contrariando o improvável e a lógica
natural e de credo, de volta!
Acho que estive muito tempo “fora”
da casa de Deus! Embora tivéssemos sido orientados a fazer o bem, ainda sofremos por não esperar nada
em troca (conrínthios) pelo bel prazer de ver um sorriso e/ou
um abraço sincero de gratidão.
Perdoe Deus se estive tanto tempo
fora da sua casa, é que eu estava ocupado acalentando outrem.
Obrigado por me trazer de volta a
esperança de que meu Pai vai nos assistir por alguns anos à mais!
Luciano Maia
SIMPLES ASSIM
SIMPLES ASSIM
Amo as pessoas pelo simples fato de serem
As amo pela piada, pelo astral, por me distraírem da
realidade
Amo estar junto, pela confraternização nefasta
As amo por não terem
Não obstante, me agrupo por afinidade
Discuto, discordo, não transijo
Mas me sinto à vontade, posso ser eu
Assim me conforta poder ter autenticidade
É foda já que a natureza humana sempre me contraria
Porém, como dantes dito, gosto só por serem
Confesso que ainda não aprendi a conviver com a falta de
lealdade e gratidão
Mas faço a minha parte, o resto Jesus me guia
Este sou eu
“Sou como eu sou
Pronome pessoal intransferível
Do homem que iniciei
Na medida do impossível” (Torquato Neto)
Luciano Maia
Luciano Maia
domingo, 23 de setembro de 2012
A LETRA ESCARLATE, A ESTÓRIA QUE GANHOU VIDA NA CULTURA DO HOMEM COMUM
A LETRA ESCARLATE, A ESTÓRIA QUE GANHOU VIDA NA CULTURA DO HOMEM COMUM
É impressionante como nos guiamos por convenções sociais das quais somos definidos pelos outros quanto ao nosso caráter.
Somos incapazes de dissociar o SER do ESTAR.
SER, é uno, é absoluto, é o que nos individualiza dos demais.
ESTAR é movimento, temporal. Por exemplo: Eu estou bem, contudo, amanhã posso estar mal.
Tais definições leigas sobre a nossa conduta quase sempre transcende o próprio indivíduo. Toma proporções absurdas, capazes de macular uma linhagem genealógica inteira. Possui contornos consanguíneos.
“Este sujeito aí é o tataraneto daquele PORRA LOUCA!”
O certo é que todos cometemos pequenos erros quando jovens, ou por questões pontuais, que nunca interessam aos estranhos, pelo simples processo da evolução natural, que ao tempo, contrariara aquela regra socialmente aceitável.
Espero que possamos evoluir como pessoas e separar que não somos o ato reprovável, e sim apenas ESTAMOS daquele jeito.
Não devemos marcar as pessoas como quem marca um animal irracional de maneira sugestionável ao ponto de escraviza-las ao vexatório eterno, segregá-las pela nossa ignorância e hipocrisia habituais.
Luciano Maia
A FÍSICA MECÂNICA APLICADA NA PRÁTICA
A
FÍSICA MECÂNICA APLICADA NA PRÁTICA
Situações constrangedoras são mais comuns do
que se pensa. Na verdade fazem parte da nossa vida.
Pois bem, certa feita eis que fui convidado
por um amigo para passar o final de semana em Caldas Novas, cidade turística do
interior de Goiás, famosa por ser a maior estância hidrotermal do mundo.
Fomos no carro desse amigo que havia acabado
de comprar.
Delon, sujeito de fino trato, rapaz educado de
boa família, era conhecido no meio da nossa turma por seus dotes físicos
avantajados. Jovem de trato urinário absurdamente gigantesco, para os padrões
do homo sapiens, de raio “circunferêntico” (peço licença para o neologismo)
igualmente assustador, era pacato e tímido.
Bem, lá fomos ávidos para colocar o possante
zero quilômetro na estrada. Eis que começa o meu martírio.
Como é sabido, dirigir nos grandes centros urbanos é,
na sua lógica, estressante coisa e tal, mas fazê-lo numa rodovia estadual de
pista simples, é adrenalina pura, demanda de mais cuidados e práticas reiteradas.
Querendo me impressionar (pelo menos eu
creditava nisso à época) ele imprimia toda a velocidade daquele carro popular
de 1000cc, pneus finos, básico, e recém-tirado da concessionária, no afã de lhe
conferir o “amaciamento” do motor.
Bem, existem pequenos trejeitos que nos
revelam a ausência de capacidade técnica ou científica do ser humano. Qual, por sua vez,
era gritante naquele momento, já que o mesmo desprezava qualquer das leis da
física.
Em tempo, senti meu corpo sofrendo pequenas
alterações, mas precisamente, e nesta mesma ordem: apêndice, cólon ascendente,
parando no cólon transverso, além de pequenas câimbras na região do esfíncter.
Com todas as bênçãos de Deus, chegamos
inteiros, sãos e salvos.
Imediatamente fomos para a casa de uma amiga
que o convidara originariamente para aquele final de semana ensolarado e afins.
Diante daquelas sensações que haviam maculado
meu sistema nervoso, percebi que algo tinha mudado, aquela munição de estrume
que estava paradinha no cólon transverso já tinha passado para o descendente,
estacionando no cólon sigmoide.
Foi quando notei que naquela casa de veraneio
só haviam mulheres e, é claro, um banheiro.
Fiquei aterrorizado, constrangido, pensando
nos efeitos que isso iria causar a minha imagem com aquelas jovens moças.
Afinal de contas essa primeira impressão é, quase sempre, a mãe da “simpatia
voluntária”.
Depois de algumas voltas pela casa, com o fito
de me certificar de verdade se havia somente um banheiro, vi, através das
grades do portão, que havia uma pequena porção de terra (lote baldio) limítrofe
ao muro dos fundos da casa, que agasalhava entulhos de uma construção.
Pronto! Resolvido o problema! Vou contemplar a
natureza!
Naquele momento eu nem me importei com demais
desígnios que gosto de praticar quando daquele momento, que pra mim é litúrgico
(já que meu sistema excretor, talvez pela doutrina em que foi criado, funciona
melhor quando o meu sistema visual encontra alguma leitura, nem que seja caixa
de sabão omo, vidro de champoo), coisa e tal.
Contudo, seguindo a ordem desafortunada de
todo o passeio, fui analisar o local para ver o melhor canto para que pudesse
praticar aquele natural e humano ato.
Aqui senhores, quando digo analisar o faço na
acepção literal da palavra, um local, com sombra (de preferência), longe das
formigas e, o mais importante, que pudesse me deixar INVISÍVEL.
Novamente, a maré de azar era tanta, que
quando decidi fazer o teste, ainda de roupa, é claro, me posicionei atrás de um
monte de entulho e me pus de cócoras, quando notei que o relevo do lugar não
favorecia a minha gana (ficar invisível), deixando assim, notória toda a porção
parietal, frontal e occipital da minha cabeça, de tal sorte que seria facilmente
identificado, já que minha principal característica “fenótipa” é a minha
alopecia androgênica (leia-se, calvo, careca o caralho).
O que se sabia era que teria de improvisar
algo novo, outra alternativa, já que estava começando a entrar em “trabalho de
parto”.
Voltei para o interior da casa e me pus
próximo ao banheiro, com o fito único de verificar a frequência que aquela
parte sanitária era utilizada.
Coisa foi
piorando cada vez mais, já que as mulheres adentravam no mesmo com certo
intervalo, não muito espaçado de temo.
Como fiquei incumbido de fazer apenas a
análise temporal dos fatos, deixei de analisar as condições locais, motivo pelo
qual não percebi que o banheiro ficava quase dentro da cozinha, o que poderia
trazer ainda mais desconfortos e infortúnios aos demais já que estava quase na
hora do almoço.
Desesperado, com intervalos de contrações parturientes
de minuto a minuto, busquei no fundo da minha memória qualquer outra ideia que
pudesse colocar em prática, eis que fui agraciado pela luz da memória
fotográfica e inteligível, me lembrei da professora Helena, qual me havia
lecionado as primeiras noções básicas de Fisica Mecanica na sétima série.
A coisa ficara simples, tudo que tinha de
fazer era calcular a velocidade média que aquele santo lugar era usado.
Vm=ΔS/Δt, tava no papo.
Neste interregno todo, já estava com os nove
meses de gestação completos, o que poderia atrapalhar o espaço de tempo que
teria para me desfazer da criança que havia em mim, já que (calculei por
aproximação, estimava uns dois quilogramas de emoção para serem expelidos) com
essa pequena alteração de peso demandaria de um pouco mais de tempo, que eu não
tinha.
Entrei neste habitáculo, e com os dois dedos
polegares, tirei a calça, a cueca e a meia, e dei um empurrão com todas as
minhas forças, como quem vai botar um ovo de avestruz, e larguei o canudo
dentro do bocão, achei que teria um AVC na hora.
No mesmo micro segundo já havia me vestido e
com pé dado a descarga. O desespero era tanto que deixei para fazer a assepsia
do orifício terminal do aparelho digestivo em um banho discreto e providencial
de uma ducha no corredor ao lado da casa, assim teria mais esmero com a
limpeza, pois teria grandes chances de ficar pequenos incômodos nos pelos
protetivos daquela parte intocável do meu corpo, tais com o caroço da goiaba, a
“capa” do feijão e demais do gênero.
Pensem no que eu passei.
Graças ao Bom Senhor que não me deixou cabular
aquela importante aula de física.
Luciano Maia
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